Daguerreótipo
O
primeiro daguerreótipo era acondicionado em caixa de marroquino.
As caixas de madeira, coberta de papel impresso, começaram
a ser usadas em 1843. Existem ainda as caixas de papel machê,
com incrustações de madrepérola, tartaruga
ou seda, forradas por dentro com uma almofada
de algodão coberta de veludo ou seda em cores fortes, com
as margens pintadas a ouro. Apresentam um fecho em forma de gancho,
sendo que os mais caros tem dois ganchos. As que tem nome são
mais importantes.
Em 1840 foram introduzidas as caixas com formato de livro, com
duas imagens. A partir de 1850, surgiram as caixas de couro. As
mais importantes são as caixas encrustadas com madrepérola
e que apresentam
cenas paisagísticas pintadas a mão. Flores e frutas
em vaso de urnas são muito raros.
A daguerreotipia persistiu por pouco tempo devido as dificuldades
de manipulação prática da mesma (longo tempo
de exposição da placa, cerca de 20 a 30 minutos:
dificuldade na confecção da placa e na revelação).
Suas caracterísiticas principais são: uma placa
fotográfica única (não é reproduzível
como os atuais negativos), de cobre eletroprateada, espelhada
manualmente, previamente sensibilizada por vapores de iodo sublimado
e revelado por vapores de iodo sublimado e revelada por vapores
de mercúrio (fixação da imagem).
James Ambrose Cutting, com seu sócio Issac Rehn, fotógrafos
da Filadélfia, popularizaram esse processo, que persistiu
até meados de 1860.
ALGUNS DOS TEMAS MAIS RAROS EM DAGUERREÓTIPOS:
- Pessoas com roupas e instrumentos da profissão
- Militares
- Grupos de pessoas
- Animais, ou pessoas com animais
- Nus
- Crianças e bebês
- Fotógrafos identificados
- Negros e índios
- Pessoas de óculos
- Pessoas de perfil
- Pessoas segurando livros ou outros objetos
- Fundo com algo significativo
- Armações em broches, anéis, alfinetes
- Instantâneos











