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Litofânio


Painel translúcido de Porcelana biscuit em entaglio (desgaste seletivo), com decoração moldada visível somente quando colocado a luz. Processo introduzido em 1828. Por sua beleza artística e fidelidade, assemelha-se a uma fotografia, sendo incluído nos chamados objetos pré-fotográficos.

Um dos resultados mais atraentes da paixão vitoriana pela decoração de interiores foi o lithofane, uma palavra montada em compêndio, que significa literalmente "pedra visível"; é apenas um dos inúmeros nomes de uma mesma família de produtos, como veremos.

O litofânio mais comum é formado por um painel fino e retangular de porcelana chinesa, de aproximadamente sete a dez centímetros. Sem o reflexo da luz, a superfície do painel parece feita de rugas e depressões que formam uma pintura crua e meramente visível. No entanto, quando visto contra uma luz forte, as cenas magicamente ganham vida e aparecem como o efeito de meia-tinta. A transformação da superfície feia e irregular em uma pintura sutilmente graduada de luz e sombra é uma revelação para um colecionador que ainda não havia encontrado nenhum desses exemplos de arte verdadeira do séc. 19.

A grande maioria de todos os litofânios feitos no séc. 19 vieram da Alemanha; o relato da Exposição de 1851 menciona que a Alemanha exportava grandes quantidades, parcialmente para a América do Norte. Os Estados Unidos certamente fizeram seus próprios litofânios algum tempo depois. Há dois exemplos de Phoenixville Pottery (Pensilvânia) no Mariner's Museum de Newport News, na Virgínia. Uma das placas, de aproximadamente vinte centímetros de comprimento, mostra uma batalha entre as esquadras da França e da Inglaterra. A outra está fixada no fundo de um copo alto de porcelana, mostrando as armas dos Estados Unidos; o litofânio mostra duas figuras abraçadas. A prática de incorporar pequenos litofânios em copos, xícaras de chá ou pequenos vasos foi uma novidade popular no final do século.

Poder-se-ia esperar que existissem informações razoavelmente detalhadas sobre a produção de litofânios na cerâmica inglesa; mas infelizmente, existem poucos registros de produção ainda disponíveis. Parece que os ceramistas britãnicos reduziram sua produção às placas, que eram feitas em tamanhos variados entre seis centímetros quadrados até um grupo que foi mencionado no catálogo da Exposição de 1851, em que cada um media 61cm2.

As placas eram desenhadas para serem penduradas em janelas, ou presas em frente a um candelabro, ou montadas em grupo numa moldura de ferro para formarem uma decorativa luminária. Outros usos para elas eram como cúpulas para abajures, candelabros e quebra-luzes para velas (uma especialidade da fábrica Grainger de Worcester, onde a porcelana que os circundavam era feita na forma de um pórtico).

O assunto principal das placas era frequentemente religioso, como é mostrado pela lista de títulos produzidos pela Mintons em 1850: O Penitente; Anjo da Guarda; A Oferenda, entre outros. A Mintons, posteriormente, produziu sobre outros temas.





          
        Litofânio Ia                  
Litofânio 2a















 


 




DESTAQUE



Ia2
Paisagem
Européia
c.1848

DESCRIÇÃO:
Paisagem européia, cidade
à beira de um rio com
montanhas e um castelo
ao fundo.


Barco navegando.
Figuras na margem
em primeiro plano.


DIMENSÔES:
12cm x 8,5 cm

ORÍGEM:
Berlim, Alemanha

OBSERVAÇÕES:
Marcado no canto
direito inferior
"P.P.M.298"



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